Os transformadores de tensão, chamados
normalmente de transformadores, são dispositivos capazes de aumentar ou
reduzir valores de tensão.
Um transformador é constituído por um núcleo,
feito de um material altamente imantável, e duas bobinas com número
diferente de espiras isoladas entre si, chamadas primário (bobina que
recebe a tensão da rede) e secundário (bobina em que sai a tensão
transformada).
O seu funcionamento é baseado na criação de uma
corrente induzida no secundário, a partir da variação de fluxo gerada
pelo primário.
A tensão de entrada e de saída são proporcionais ao número de espiras em cada bobina. Sendo:
Onde:
é a tensão no primário;
é a tensão no secundário;
é o número de espiras do primário;
é o número de espiras do secundário.
Por esta proporcionalidade concluímos que um
transformador reduz a tensão se o número de espiras do secundário for
menor que o número de espiras do primário e vice-verso.
Se considerarmos que toda a energia é
conservada, a potência no primário deverá ser exatamente igual à
potência no secundário, assim:

Correntes de Foucault
Quando um fluxo magnético varia através de uma
superfície sólida, e não apenas delimitada por um condutor como foi
visto em indução eletromagnética, há criação de uma corrente induzida
sobre ele como se toda superfície fosse composta por uma combinação de
espiras muito finas justapostas.
O nome dado a estas correntes é em homenagem ao
físico e astrônomo francês Jean Bernard Léon Foucault, que foi quem
primeiro mostrou a existência delas.
Devido à suas dimensões consideráveis, a
superfície sofre dissipação de energia por efeito Joule, causando grande
aumento de temperatura, o que torna possível utilizar estas correntes
como aquecedores, por exemplo, em um forno de indução, que têm a
passagem de correntes de Foucault como princípio de funcionamento.
Em circuitos eletrônicos, onde a dissipação por
efeito Joule é altamente indesejável, pois pode danificar seus
componentes. É frequente a utilização de materiais laminados ou
formados por pequenas placas isoladas entre si, a fim de diminuir a
dissipação de energia.
Lei de Faraday-Neumann
Também chamada de lei da indução magnética,
esta lei, elaborada a partir de contribuições de Michael Faraday, Franz
Ernst Neumann e Heinrich Lenz entre 1831 e1845, quantifica a indução
eletromagnética.
A lei de Faraday-Neumann relaciona a força
eletromotriz gerada entre os terminais de um condutor sujeito à variação
de fluxo magnético com o módulo da variação do fluxo em função de um
intervalo de tempo em que esta variação acontece, sendo expressa
matematicamente por:
O sinal negativo da expressão é uma
consequência da Lei de Lenz, que diz que a corrente induzida tem um
sentido que gera um fluxo induzido oposto ao fluxo indutor.








