Aplica-se apenas para os corpos em estado sólido, e
consiste na variação considerável de apenas uma dimensão. Como, por
exemplo, em barras, cabos e fios.
Ao considerarmos uma barra homogênea, por exemplo, de comprimento
a uma temperatura inicial
. Quando esta temperatura é aumentada até uma
(>
), observa-se que esta barra passa a ter um comprimento
(>
).
Com isso é possível concluir que a dilatação
linear ocorre de maneira proporcional à variação de temperatura e ao
comprimento inicial
.
Mas ao serem analisadas barras de dimensões iguais, mas feitas de um
material diferente, sua variação de comprimento seria diferente, isto
porque a dilatação também leva em consideração as propriedades do
material com que o objeto é feito, este é a constante de
proporcionalidade da expressão, chamada de coeficiente de dilatação linear (α).
Assim podemos expressar:
A unidade usada para α é o inverso da unidade de temperatura, como:
.
Alguns valores usuais de coeficientes de dilatação linear:
Substância
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Chumbo
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Zinco
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Alumínio
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Prata
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Cobre
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Ouro
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Ferro
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Platina
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Vidro (comum)
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Tungstênio
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Vidro (pyrex)
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Lâmina bimetálica
Uma das aplicações da dilatação linear mais
utilizadas no cotidiano é para a construção de lâminas bimetálicas, que
consistem em duas placas de materiais diferentes, e portanto,
coeficientes de dilatação linear diferentes, soldadas. Ao serem
aquecidas, as placas aumentam seu comprimento de forma desigual, fazendo
com que esta lâmina soldada entorte.
As lâminas bimetálicas são encontradas
principalmente em dispositivos elétricos e eletrônicos, já que a
corrente elétrica causa aquecimento dos condutores, que não podem sofrer
um aquecimento maior do que foram construídos para suportar.
Quando é curvada a lâmina tem o objetivo de
interromper a corrente elétrica, após um tempo em repouso a temperatura
do condutor diminui, fazendo com que a lâmina volte ao seu formato
inicial e reabilitando a passagem de eletricidade.
Representação gráfica
Podemos expressar a dilatação linear de um corpo através de um gráfico de seu comprimento (L) em função da temperatura (θ), desta forma:
O gráfico deve ser um segmento de reta que não passa pela origem, já que o comprimento inicial não é igual a zero.
Considerando um ângulo φ como a inclinação da reta em relação ao eixo horizontal. Podemos relacioná-lo com:
Pois:
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