Assim como na dilatação superficial, este é um caso
da dilatação linear que acontece em três dimensões, portanto tem dedução
análoga à anterior.
Consideremos um sólidos cúbico de lados
que é aquecido uma temperatura
,
de forma que este sofra um aumento em suas dimensões, mas como há
dilatação em três dimensões o sólido continua com o mesmo formato,
passando a ter lados
.
Inicialmente o volume do cubo é dado por:
Após haver aquecimento, este passa a ser:
Ao relacionarmos com a equação de dilatação linear:
Pelos mesmos motivos do caso da dilatação superficial, podemos desprezar 3α²Δθ² e α³Δθ³ quando comparados a 3αΔθ. Assim a relação pode ser dado por:
Podemos estabelecer que o coeficiente de dilatação volumétrica ou cúbica é dado por:
Assim:
Assim como para a dilatação superficial, esta
equação pode ser utilizada para qualquer sólido, determinando seu volume
conforme sua geometria.
Sendo β=2α e γ=3α, podemos estabelecer as seguintes relações:
Dilatação Volumétrica dos Líquidos
A dilatação dos líquidos tem algumas diferenças
da dilatação dos sólidos, a começar pelos seus coeficientes de
dilatação consideravelmente maiores e que para que o volume de um
líquido seja medido, é necessário que este esteja no interior de um
recipiente.
A lei que rege a dilatação de líquidos é
fundamentalmente igual à dilatação volumétrica de sólidos, já que estes
não podem dilatar-se linearmente e nem superficialmente, então:
Mas como o líquido precisa estar depositado em
um recipiente sólido, é necessário que a dilatação deste também seja
considerada, já que ocorre simultaneamente.
Assim, a dilatação real do líquido é a soma das dilatações aparente e do recipiente.
Para medir a dilatação aparente costuma-se
utilizar um recipiente cheio até a borda. Ao aquecer este sistema
(recipiente + líquido) ambos dilatarão e, como os líquidos costumam
dilatar mais que os sólidos, uma quantidade do líquido será derramada,
esta quantidade mede a dilatação aparente do líquido.
Assim:
Utilizando-se a expressão da dilatação volumétrica,
, e admitindo que os volumes iniciais do recipiente e do líquido são iguais, podemos expressar:
Ou seja, o coeficiente de dilatação real de um
líquido é igual a soma de dilatação aparente com o coeficiente de
dilatação do frasco onde este se encontra.
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