Ao se estudarem situações onde as partículas
eletricamente carregadas deixam de estar em equilíbrio eletrostático
passamos à situação onde há deslocamento destas cargas para um
determinada direção e em um sentido, este deslocamento é o que chamamos corrente elétrica.
Estas correntes elétricas são responsáveis pela eletricidade considerada utilizável por nós.
Normalmente utiliza-se a corrente causada pela
movimentação de elétrons em um condutor, mas também é possível haver
corrente de íons positivos e negativos (em soluções eletrolíticas ou
gases ionizados).
A corrente elétrica é causada por uma diferença
de potencial elétrico (d.d.p./ tensão). E ela é explicada pelo conceito
de campo elétrico, ou seja, ao considerar uma carga A positiva e outra
B, negativa, então há um campo orientado da carga A para B. Ao ligar-se
um fio condutor entre as duas os elétrons livres tendem a se deslocar no
sentido da carga positiva, devido ao fato de terem cargas negativas,
lembrando que sinais opostos são atraídos.
Desta forma cria-se uma corrente elétrica no fio, com sentido oposto ao campo elétrico, e este é chamado sentido real da corrente elétrica.
Embora seja convencionado que a corrente tenha o mesmo sentido do campo
elétrico, o que não altera em nada seus efeitos (com exceção para o
fenômeno chamado Efeito Hall), e este é chamado o sentido convencional da corrente.
Para calcular a intensidade da corrente elétrica (i) na secção transversal de um condutor se considera o módulo da carga que passa por ele em um intervalo de tempo, ou seja:
Considerando |Q|=n e
A unidade adotada para a intensidade da corrente no SI é o ampère (A), em homenagem ao físico francês Andre Marie Ampère, e designa coulomb por segundo (C/s).
Sendo alguns de seus múltiplos:
Continuidade da corrente elétrica
Para condutores sem dissipação, a intensidade
da corrente elétrica é sempre igual, independente de sua secção
transversal, esta propriedade é chamada continuidade da corrente elétrica.
Isto implica que se houver "opções de caminho"
em um condutor, como por exemplo, uma bifurcação do fio, a corrente
anterior a ela será igual à soma das correntes em cada parte desta
bifurcação, ou seja:

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